A feira de antiguidades tradicionalmente realizada no vão será temporariamente suspensa. O destino das barracas ainda não foi definido pela Prefeitura

O vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi fechado nesta segunda-feira (22) para dar início ao processo de restauração do prédio. Durante essa restauração, a tradicional cor vermelha dos pilares que sustentam o museu foi removida.

Embora seja conhecido pela cor vermelha, o MASP originalmente era apenas cinza de concreto, como foi revelado agora após a remoção da pintura vermelha aplicada na década de 1990.

Os trabalhos de restauração no MASP incluirão os seguintes processos:

  • Lavagem
  • Identificação de danos
  • Tratamento do concreto
  • Pintura
  • Impermeabilização

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) está passando por sua primeira restauração desde a inauguração do prédio em 1968. Como parte desse processo, a tradicional feira de antiguidades realizada no vão do museu será temporariamente removida. Até o momento, a Prefeitura não definiu o destino das barracas da feira.

Apesar da restauração em andamento, o MASP permanecerá aberto para visitação pública.

Além da restauração do vão, o projeto de preservação do edifício do Museu de Arte de São Paulo (MASP) inclui a restauração e repintura dos pilares e vigas externas. A Prefeitura de São Paulo estima inicialmente que a obra terá uma duração superior a 6 meses.

“A nossa intenção é ter um prédio lindo, com uma aparência renovada, sempre respeitando a arquitetura original. A referência é o que foi concebido em 1968, mas as marcas do tempo continuam visíveis. Ela é como uma jovem senhora com algumas ruguinhas”, comentou Miriam Elwing, gerente de Projetos e Arquitetura do MASP.

A curvatura no vão livre do MASP, que foi comparada a uma “barriguinha” por um leitor, despertou questionamentos sobre o projeto desse ícone da arquitetura brasileira. Em setembro de 2023, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), após ser consultado, realizou uma vistoria no edifício e confirmou uma deformação de 70 centímetros, esclarecendo que não representa nenhum risco estrutural para o museu.

O Museu de Arte de São Paulo (MASP), inaugurado em 1968, foi projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, que empregou uma técnica inovadora para sustentar o vão livre de 74 metros quadrados.

O MASP é construído com:

  • Concreto em formato de “pés de pato”
  • Colunas de concreto armado
  • Vigas alongadas

As “sapatas” em formato de pés de pato são elementos enterrados no piso e foram construídas com concreto armado e tela dupla de aço estrutural. Para quem observa o museu da Avenida Paulista, essas sapatas ficam sobre os túneis da Avenida Nove de Julho. Essa abordagem estrutural única permite o vão livre e a sensação de leveza que caracterizam o projeto icônico do MASP.

As colunas de concreto armado foram posicionadas sobre as sapatas. No lado direito do museu, quando observado da Avenida Paulista, as colunas são ocas, sem preenchimento interno, e contêm pêndulos de concreto armado nas extremidades superior e inferior, permitindo movimentos horizontais das vigas de cobertura.

Para sustentar a estrutura elevada, foram utilizadas vigas protendidas, que permitem o alongamento. No total, existem 4 vigas: um par sustenta a cobertura e outras duas atravessam o interior do edifício para sustentar dois pisos simultaneamente. Essas vigas são compostas por tubos ocos de seção retangular, preenchidos com concreto a cada 3,5 metros, com divisões nos blocos.

As vigas que suportam o andar superior, onde está localizado o acervo permanente, possuem a mesma largura do corredor entre as salas e o espaço de exposições temporárias.

Nas vigas protendidas, tanto no vão entre elas quanto nos balanços, as lajes são apoiadas em vigas de concreto armado. Por outro lado, as vigas da cobertura em um dos lados são simplesmente apoiadas, permitindo um vão livre de 74 metros.

Esse sistema permite movimentos horizontais da estrutura no lado em que os pilares são ocos, sendo esses movimentos liberados por pêndulos de quatro metros de altura.

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